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Capa de Cartas de um Diabo a seu Aprendiz

Jesus · Cristã

Cartas de um Diabo a seu Aprendiz

C. S. Lewis

Autor
C. S. Lewis
Primeira edição
1942
Editora
Thomas Nelson Brasil
Edição indicada
1ª edição, 2017
Tradução
Gabriele Greggersen
Páginas
208
ISBN
9788578601843

Do que o livro trata

Trinta e uma cartas de um demônio veterano, Maldanado (Screwtape no original), ao sobrinho Vermebile (Wormwood), um tentador iniciante encarregado de perder a alma de um jovem inglês durante a Segunda Guerra. O artifício é a inversão: Deus é “o Inimigo”, o céu é a derrota, e todo conselho do tio é um retrato ao contrário da vida espiritual.

As cartas percorrem as tentações comuns: desviar o “paciente” com distrações pequenas em vez de grandes pecados; usar a mãe dele e a irritação doméstica; a falsa humildade; a oração feita para a imagem que se tem de Deus; o orgulho de pertencer a um grupo; o prazer corrompido; a ansiedade com o futuro; o “presente” como o único tempo em que se toca a eternidade. Quando o jovem se converte, se apaixona por uma moça cristã e morre num bombardeio, o aprendiz perde, e o tio o devora.

Lewis era professor de literatura em Oxford, ateu até os 30 anos e depois o apologista cristão mais lido do século; o livro saiu em jornal, em capítulos, e virou o mais popular dele depois de Nárnia. É teologia moral em forma de sátira, sem denominação específica, e por isso é lido por católicos, protestantes e gente sem igreja.

As cartas mais citadas: a 1ª (o diabo prefere que o homem não pense: “o jargão, não o argumento, é o seu melhor aliado”); a 8ª, sobre a “lei da ondulação”, que diz que a vida espiritual alterna picos e vales e que Deus “quer que o homem aprenda a andar” sem sentir a mão dele; a 12ª, sobre a perdição por pequenas coisas (“a estrada mais segura para o inferno é a gradual, de declive suave, sem curvas bruscas”); a 15ª, sobre o presente como o ponto em que o tempo toca a eternidade, e a ansiedade com o futuro como arma do tentador; a 21ª, sobre a ideia de que o nosso tempo nos pertence; a 26ª, sobre o amor que vira cobrança (“generosidade” usada como arma no casamento); a 27ª, sobre a oração que pede resultado; e a última, a 31ª, em que o jovem morre no bombardeio e, no instante da morte, vê os anjos e vê Deus, e o aprendiz percebe que perdeu.

O livro tem um posfácio curto, “O diabo propõe um brinde” (1959), em que Lewis volta ao personagem para falar da educação e da mediocridade.

Resumo do Working4Peace.

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